A construção de uma nova Unei (Unidade Educacional de Internação) masculina em Dourados serve para alimentar a discussão sobre o que vem sendo ensinado a nossas crianças. Com a falta de educação – principalmente dentro dos lares – somos obrigados a assistir, de camarote, o dinheiro de nossos tributos utilizados para ‘subir muros’.

Não apenas os de nossas residências, já que precisamos cada vez mais nos precaver diante de situações embaraçosas e violentas vistas diariamente, mas também das unidades para menores infratores.

É incrível e ao mesmo tempo inadmissível que construímos reformatórios, ao invés de escolas. Que discutimos maioridade penal, ao invés de soluções para os problemas sociais apresentados por esses seres cada vez mais…. menores em idade.

A construção de uma nova Unei em Dourados, ou qualquer outro município, servira para acomodar os infratores e ao mesmo tempo os formarem ‘cidadãos do crime’, onde a arte de roubar, matar, traficar ou sequestrar, é contada aos amigos como louros de uma vitória inexistente.

É necessário que exista uma política pública não apenas de assistencialismo, ou de acomodação, mas algo eficiente e que seja cobrado das pessoas, ações para usufruir desses direitos.

O menor deve ser educado e colocado não à margem da sociedade e sim tentar traze-lo para perto do bem. Ensinar a ele práticas esportivas que, aliado ao estudo e apresentação de notas escolares acima da média, seja contemplado, junto da família, com esses benefícios.

Dessa maneira, teremos uma sociedade mais humana e justa nos próximos ciclos. O que não podemos é erguer muros para que o problema seja tapado e não os enxerguemos.

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