Nos últimos anos, 24 empreiteiras mantinham escritórios particulares com pelo menos 49 funcionários cumprindo expediente diário dentro da Secretaria de Estado de Obras Públicas e de Transportes (SEOP) e da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul). Os funcionários, que tinham os salários pagos pelas próprias empresas, eram responsáveis por facilitar o acesso dos donos das empresas ao governo e consequentemente garantir contratos milionários do setor de obras.

No fim do mandato de André Puccinelli (PMDB), na segunda quinzena do mês de dezembro último, todos os funcionários foram demitidos das funções que atuavam de forma irregular e, conforme denúncia feita por um ex-funcionário, a nova equipe do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), a qual o Correio do Estado teve acesso, o próprio ex-governador teria demitido os funcionários das empreiteiras e construtoras para que o esquema de facilitação não fosse descoberto.

No entanto, segundo o titular da secretaria de infraestrutura, Marcelo Miglioli, a demissão dos funcionários causou efeito contrário, já que na primeira semana de governo vários setores da pasta estavam vazios. “Eles prestavam serviço no órgão e as construtoras que pagavam o salário deles, muitos setores ficaram vazios e ficamos surpresos. Estamos apurando tudo isso”, disse o secretário.

Os detalhes de como funcionava o esquema e qual a atuação de cada funcionário das empreiteiras dentro do governo ainda está sendo investigado, mas os nomes dos envolvidos e das empresas já foram descobertos.

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