Reinaldo acompanhou Rose durante a votação e fez uma avaliação positiva da campanha. (Foto: Divulgação)

O PSDB foi o partido que conseguiu o maior número de prefeituras em Mato Grosso do Sul nas eleições 2016. Dos 79 municípios, 36 deverão ser administradas por tucanos, o que representa 46,83%. O PMDB sofreu uma perda de 23 prefeituras nas eleições de 2012 para 17 neste pleito.

O PR elegeu oito prefeitos, o PSB cinco, DEM e PEN três e o PDT dois. O PMN, PSL, PSC, e PTB elegeram um prefeito cada sigla. O PT que na última eleição tinha conquistado 12 prefeituras, desta vez não elegeram nenhum.

Campo Grande é o único município sul-mato-grossense a ter segundo turno. Segundo a Justiça Eleitoral, Marquinhos Trad (PSD) conseguiu 34,57% dos votos, que representa 147.694 eleitores e Rose Modesto (PSDB) recebeu 26,62% dos votos – 113.738 eleitores. O resultado pode aumentar ainda mais o quadro do PSDB no estado.

Em Dourados, a vereadora Délia Razuk (PR) venceu com 39,82% dos votos. Ela enfrentou cinco candidatos, entre eles, o deputado federal Geraldo Resende (PSDB) e deputado estadual Renato Câmara (PMDB), que ficaram em segundo e terceiro lugar, respectivamente.

O deputado estadual Ângelo Guerreiro (PSDB) foi eleito prefeito de Três Lagoas, maior cidade da região leste do estado, com 59,11% dos votos. Em Corumbá, o ex-prefeito Ruiter Cunha (PSDB) vai voltar ao comando da cidade com 46,41% do eleitorado.

A eleição em Douradina se destaca por ter tido apenas um candidato a prefeito. Professor Jean (PEN) obteve 3.145 votos válidos que representa 84,32% dos votantes. Em Tacuru, Carlinhos Pelegrino (PMDB) foi eleito 2.648 votos, os outros dois candidatos tiveram o registro impugnados.

Em Aral Moreira, Alexandrino Garcia (PR) derrotou a adversária Marines Oliveira por um voto. Ele conseguiu 2.558 (46,31%) e ela 2.557 votos (46,29%). Na disputa, ainda teve um terceiro concorrente, o Professor Eugenio Freire que conquistou 7,40% do eleitorado.

Délia Razuk vai comandar a 2ª maior cidade de MS (Foto: Gessé André/TV Morena)
Délia Razuk vai comandar a 2ª maior cidade de MS (Foto: Gessé André/TV Morena)

Mulher na política
A participação feminina na política está crescendo a cada eleição. Nessa disputa eleitoral, seis mulheres venceram nas urnas e o número pode aumentar dependendo do resultado do segundo turno na capital.

Se Rose Modesto ganhar, as duas maiores cidades do estado serão comandadas por mulheres. Além de Campo Grande, Dourados já definiu Délia Razuk como prefeita. Os outros municípios que terão administração feminina são: Fátima do Sul – Ilda Machado (PR); Antônio João – Marcia Marques (PMDB); Corguinho – Marcela Lopes (PSDB); Miranda – Marlene Bossay (PMDB); Juti – Laka (PMDB); e Iguatemi – Dra. Patrícia (PSDB).

Bernal, prefeito de Campo Grande, foi um dos que não conseguiu reeleição (Foto: Dyego Queiroz/TV Morena)
Bernal, prefeito de Campo Grande, foi um dos que não conseguiu reeleição (Foto: Dyego Queiroz/TV Morena)

Reeleição
No pleito de 2016, 38 prefeitos tentaram a reeleição. Do total, 22 gestores não terão a oportunidade de continuar a administração como é o caso de Alcides Bernal (PP), prefeito de Campo Grande. O pepista obteve 111.128 votos e ficou em terceiro lugar no primeiro turno.

Também vão encerrar o mandato no fim deste ano os prefeitos de Bandeirantes, Márcio Faustino (PMDB); Corumbá, Paulo Duarte (PDT); Ponta Porã, Ludimar Novais (PDT); Água Clara, Silas José (PSDB); Alcinópolis, Ildomar (PMDB); Anaurilândia, Dr. Vagner (PR); Bela Vista, Douglas Gomes (PP); Fátima do Sul, Júnior Vasconcelos (PSDB); Itaporã, Wallas Milfont (PDT); Jaraguari, Vaguinho (PDT); Jardim, Dr. Erney (PT); Naviraí, Léo Matos (PSD); Nioaque, Gerson Garcia (PSB); Nova Alvorada do Sul, Juvenal Neto (PSDB); Nova Andradina, Roberto Hashioka (PSDB); Paranhos, Júlio (PDT); Pedro Gomes, Vanderlei (PSB); Rio Brilhante, Foroni, 49,18%; Rochedo, João Cordeiro (PMDB); Selvíria, Jaime (PSDB).

Outros 16 prefeitos que disputaram a eleição conseguiram se reelegerem. Em Coxim, Aluizio São José (PSB) conseguiu 62,43% dos votos; em Costa Rica, Waldeli (PR), obteve 76,57% do eleitorado; em Maracaju, Dr. Maurilio (PSDB) foi eleito com 67,17%; Paraíso das Águas, Ivan Xixi (PMDB) vai para segundo turno com 66,60% e Cacildo com 63,35% em Santa Rita do Pardo.

Ainda terão segundo mandato o prefeito de Rio Verde de Mato Grosso, Mário Krug (PSC); Laguna Carapã, Itamar Bilibio (PMDB); Japorã, Vanderlei Bispo (PTB); Ivinhema, Tuta (PSDB); Itaquirai, Ricardo Favaro (PSDB); Taquarussu, Roberto Nem (PSDB); Caracol, Manoel Viais (PR); Caarapó, Mário Valério (PR); Bataguassu, Caravina (PSDB); Aparecida do Taboado, Robinho Samara Almeida (PSB); e Figueirão, Rogério Rosalin (PSDB).

Com vitória de Guerreiro em Três Lagoas, cadeira fica vaga na Assembleia (Foto: Marcelo Fefin/TV Morena)
Com vitória de Guerreiro em Três Lagoas, cadeira fica vaga na Assembleia (Foto: Marcelo Fefin/TV Morena)

Dança das cadeiras
Com a eleição do deputado estadual Ângelo Guerreiro a prefeito de Três Lagoas e a possibilidade da eleição de Marquinhos Trad, que vai disputar o segundo turno em Campo Grande, a composição na Assembleia Legislativa será alterada a partir de 2017.

A cadeira de Guerreiro deve ser ocupada pelo vereador da capital, Herculano Borges (SD), que ficou de primeiro suplente da coligação do tucano na eleição de 2014. Borges não disputou reeleição para a Casa de Leis municipal.

Caso Marquinhos seja eleito, o segundo suplente de deputado estadual, o vereador reeleito Paulo Siufi (PMDB), deve assumir a cadeira dele. Isso porque a primeira suplente é Délia Razuk que foi eleita prefeita de Dourados. Se isso ocorrer, Siufi abre vaga para o peemedebista Dr. Wilson Sami, que ficou de primeiro suplente de vereador da coligação.