O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) pode enfrentar a primeira greve do seu mandato. Tudo porque os professores da rede estadual dizem que não abrem mão do reajuste de 25,42% garantidos pela lei estadual n° 4.464, de 19 de Dezembro de 2013.

No início desta semana o governo anunciou que poderia oferecer apenas o reajuste do piso nacional do magistério, que é de 13,01%.

Até o dia 3 de fevereiro, quando ocorrerá Assembleia Geral da direção da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), os professores querem que o governo tenha apresentado uma proposta sobre a implantação do restante do reajuste, para alcançar os 25,42%. Caso o contrário não está descartado greve na volta às aulas, diz o presidente da Fetemes, Roberto Botareli.

Caso o governador implante o piso integral para 20h, o salário inicial do professor passa a ser de R$ 1.476,69 e de R$ 2.953,38 para 40h de trabalho. Esses valores são para os professores de formação de ensino médio, aos demais se aplica a carreira prevista em estatuto.

Recentemente, Reinaldo disse à imprensa que teria dificuldade de implantar de imediato o reajuste de 25,42%, pois causaria grande impacto financeiro na folha de pagamento. Essa lei foi criada pelo ex-governador André Puccinelli para entrar em vigor já no primeiro mês quando ele deixasse o governo.

Em 2013 a FETEMS realizou uma grande negociação com Puccinelli que resultou na implantação de uma política salarial de pagamento do piso por 20 horas até janeiro de 2018, vindo de encontro com a Meta 17 do PNE (Plano Nacional da Educação), que prevê a implantação do pagamento do piso por 20 horas no prazo de seis anos em todo o país.

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