Crise de abastecimento nas regiões produtoras de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, acentuada pela forte seca que atravessou o ano passado e perdura também neste verão, já se reflete em elevação média de 40% nos preços de vários hortifrútis consumidos pela população de Mato Grosso do Sul, que importa 85% do que comercializa.

A avaliação é do setor de análise de mercado da Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul (Ceasa), mas o índice pode ser ainda maior, de acordo com proprietários de sacolões e quitandas de Campo Grande ouvidos pelo Correio do Estado, que preveem nova alta de preços até o próximo mês, ancorada em mais reajustes de insumos e serviços, entre eles combustíveis, fretes e energia elétrica.

A alta de preços tem sido observada inclusive em produtos menos frequentes na mesa do consumidor, caso do chuchu (126%) e da abobrinha comum (14%); já entre as frutas, chamam atenção as elevações de preços da melancia (20%), laranja-lima (4%) e mamão papaia (3%).

“Trabalhamos normalmente com uma projeção de aumento de 30% a 40% de preços nesta época, e alguns produtos já atingiram ou até ultrapassaram esta margem, como acontece historicamente. A batata, por exemplo, já chegou a 46% de alta”, comentou o coordenador da divisão de mercado e estatística da Ceasa, Cristiano Chaves.

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