Os policiais civis do Estado estão preparando uma manifestação pela morte do investigador Cláudio Roberto Alves Duarte (39 anos), ocorrida na noite de quarta-feira (18) em Ponta Porã. O protesto está agendado para manhã de hoje sexta-feira (20), às 08h30min, na frente da Depac Centro de Campo Grande.

O assassinato do investigador que aconteceu enquanto defendia um cidadão, demonstra o comprometimento da classe com a sociedade. No entanto, também comprova a falta de investimentos por parte do governo federal e estadual no setor da Segurança Pública em ações preventivas e de treinamento constante do efetivo.

Em 2014, quatro policiais civis morreram enquanto trabalhavam. Já neste ano, este é o primeiro caso na Polícia Civil, contudo é o terceiro na área da Segurança Pública. Em fevereiro, o agente penitenciário Carlos Augusto Queiroz de Mendonça foi morto dentro Estabelecimento Penal de Regime Aberto e Casa do Albergado. Já no dia 02 de março, o policial militar João Márcio Leite da Cruz (34 anos) foi morto na cidade de Ladário-MS.

“Nós não aceitamos que a morte de um agente policial seja tratada com descaso, pois toda vez que um policial é assassinado, a sociedade também perde”, declarou o presidente do Sinpol-MS (Sindicado dos Policiais Civis de MS), Alexandre Barbosa.

Recentemente, o governo estadual anunciou na imprensa que sua prioridade é a Segurança Pública e que está fazendo um estudo para alocar os recursos. Contudo, é necessário o investimento imediato em equipamentos e efetivo. “O crime está se organizando e é dever do Estado combatê-lo”, declarou Barbosa.

O Sinpol-MS apoia o protesto agendado para amanhã e pede a adesão da sociedade na luta contra a criminalidade. “Somente com o apoio do estado e da sociedade, a polícia será fortalecida”, concluiu.

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