É tenso o clima na penitenciária de segurança máxima de Dourados, a 233 quilômetros de Campo Grande. Desde terça-feira desta semana a Polícia Militar e os agentes penitenciários estão de alerta diante da ameaça de uma rebelião, liderada por detentos ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que atua nos presídios brasileiros.

O Campo Grande News apurou nesta quinta-feira que o clima de tensão começou na terça-feira, quando internos do raio II, onde ficam os integrantes de facções criminosas, teriam iniciado um princípio de motim, se recusando a sair das celas. A tropa de choque da PM foi ao local e a situação foi controlada. Ontem os policiais militares teriam retornado ao presídio.

Familiares de detentos relataram a sites locais e emissoras de rádio da cidade que a situação é de tensão na maior penitenciária de segurança máxima do interior de Mato Grosso do Sul. Em contato com a família, os internos afirmam que existe risco de uma rebelião ainda nesta semana, principalmente nos raios II e III, onde ficam os presos considerados mais perigosos e condenados às maiores penas.

Entre os motivos alegados pelos presos para o motim estão a falta de água gelada no presídio e o tratamento de alguns agentes penitenciários aos internos. A Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) foi procurada para falar sobre o caso, mas ninguém atendeu ao telefone na assessoria de imprensa do órgão.

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