O deputado Geraldo Resende se diz totalmente favorável a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que estabelece necessidade de curso superior para se exercer a profissão de jornalista. A PEC 386/2009 já está pronta para ser votada em Plenário.

A proposição do deputado Paulo Pimenta (PT-RS) já tramitou pelas Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania; Especial Destinada a Proferir Parecer sobre o tema. Outras duas PEC’s estão apensadas a 386, as 388 e 389 do mesmo ano.

Recentemente, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Região da Grande Dourados (Sinjorgran) enviou correspondência ao deputado Geraldo Resende pelo apoio à proposição. O parlamentar reafirmou seu posicionamento favorável, já manifestado em outras ocasiões. Para ele “uma imprensa livre, independente e responsável é um dos pilares do estado democrático de Direito”.

De acordo com o conteúdo da correspondência, “jornalistas de todo Brasil, a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e os sindicatos de jornalistas estão unidos em defesa da profissão. Os jornalistas sem formação superior que trabalharem na área até a data da aprovação da PEC continuarão com seus direitos adquiridos e quem é colaborador nos veículos de comunicação também continua com seus direitos”.

Ética profissional e técnicas embasam a defesa do parlamentar para a votação e aprovação da PEC. “Reconheço a qualidade e competência de diversos profissionais autodidatas que fizeram a história de nossa imprensa. A experiência que eles adquiriram ao aturem nas redações num momento em que não havia cursos de jornalismo em nosso Estado, os qualifica a continuarem no mercado. Porém, as técnicas foram sistematizadas, passaram por um lastro histórico e os bancos acadêmicos se tornaram fundamentais para os novos profissionais”, afirmou.

Geraldo Resende lembra que até ele escreveu textos jornalísticos esportivos antes de entrar para a vida pública. “Porém, hoje admito a importância dos profissionais que pretendem adentrar no mercado de trabalho, aprenderem as técnicas de entrevista e edição, de modo a selecionar a informação que vai chegar ao cidadão com o máximo de objetividade”.

A profissão de jornalista não tem Ordem ou Conselho e para Resende a inexistência desses órgãos fortalece a necessidade do diploma. “A falta desses órgãos reforçam a necessidade de qualificação dos novos profissionais”, salienta Geraldo. “Certamente a exigência de diploma não evita determinados abusos, porém o não conhecimento técnico potencializa os erros, distorções e pré-julgamentos, colocando em risco a qualidade da informação”, finaliza.

Assessoria DN