Ex-prefeito da cidade paraguaia de Ypejhú, Vilmar ‘Neneco’ Acosta Marques, relatou que é perseguido por partidos da oposição e se for extraditado será morto no Paraguai. A declaração foi feita na manhã (08/05), durante audiência de extradição na Justiça Federal, no Parque dos Poderes, em Campo Grande.

O resultado do julgamento será divulgado em até dez dias pelo juiz Rodrigo Capez, designado pelo STF (Superior Tribunal Federal) para realizar a audiência na cidade. “Eu sofro muita pressão pelo partido da oposição. Vou ser morto se voltar ao Paraguai”, declarou.

Neneco foi preso em março deste ano na cidade de Caarapó pela Polícia Civil e, desde, então está uma das celas da Polícia Federal em Campo Grande. Ele é apontado como mandante da morte do jornalista do veículo paraguaio ABC Color, Pablo Medina, e da mulher que estava com ele em outubro do ano passado.

Quanto a morte do jornalista, que foi citada durante a audiência, o ex-prefeito disse que é inocente e isentou de qualquer participação no caso o irmão e sobrinho acusados de executar o crime a mando dele. Em depoimento, Neneco relatou ainda que tem dois registro de nascimento, no Brasil e no Paraguai. Ele afirma que nasceu na cidade de Paranhos, na fronteira. “O registro original é brasileiro”, destaca. O ex-prefeito foi escoltado por policiais federais na audiência que durou cerca de 1h.

Expulso – Neneco era prefeito de Ypejhú e foi expulso do partido após ter sido apontado como mandante da morte do jornalista. Pablo Medina era repórter investigativo e estava fazendo uma série de matérias sobre o envolvimento de políticos no narcotráfico e apontou Neneco com um dos principais traficantes de droga da região.

O Jornal ABC Color compara o ex-prefeito ao narcotraficante colombiano Pablo Escobar Gaviria, que em determinado momento da carreira de crime entrou para a política.

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