Na tarde de ontem terça-feira (10), o ex-presidente da Câmara de Naviraí, Cícero dos Santos, o Cicinho do PT, preso desde o último dia 08 de outubro do ano passado, quando foi preso durante a Operação Atenas, realizada pela Polícia Federal e o Ministério Público, deixou o Presidio chorando, e foi amparado por alguns de seus familiares.

As 18h15m, Cicinho, passou pelos portões do Presidio de Segurança Máxima de Naviraí e ganhou a liberdade, após ter cumprido 04 meses e 02 dias de prisão. Chorando Cicinho caminhou em direção a alguns de seus familiares e um de seus advogados Thayson Moraes Nascimento, que o aguardavam de frente ao portão do Presidio.

Primeiramente ele foi amparado pelo seu filho, que lhe deu um abraçado, e em seguida foi abraçado pela esposa Mayara e a filha. Logo após, eles seguiram para o carro e foram embora. Cicinho não se pronunciou a reportagem do TaNaMidiaNavirai.

Cicero foi poste em liberdade, após ter uma liminar concedida pelo STJ (Supremo Tribunal de Justiça) de Brasília, que foi deferida pelo Ministro do STJ Sebastião Reis Junior, da 6º turma criminal.

Anteriormente o TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), havia negado três pedidos de habeas corpus, sendo o último negado semana pelo desembargador Ruy Celso Barbosa Florence negou o pedido impetrado pelo advogado João Carlos Veiga Junior, que solicitou a revogação da prisão preventiva.

Cicinho é acusado de comandar um esquema de corrupção na Câmara de Vereadores de Naviraí. A investigação feita em conjunto com o MPE (Ministério Público Estadual) descobriu ainda que havia um esquema ilegal de recebimento de diárias pagas pelos cofres públicos para viagens que não aconteciam por servidores públicos da Câmara, além de empréstimos fraudulentos.

Expulso de seu partido (PT) em dezembro do ano passado, Cicinho foi cassado pela Câmara no dia 13 de janeiro deste ano, junto com outros dois vereadores Adriano José Silvério e Carlos Alberto Sanches, todos acusados de quebra de decoro. Outros dois vereadores, Marcus Douglas Miranda e Solange Melo renunciaram ao cargo. Marcus Douglas renunciou durante a sessão de julgamento e Solange Melo, já havia renunciado no dia 7 de novembro, quando ainda estava presa.

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