O Promotor de Justiça Substituto da Comarca de Água Clara (MS), Paulo Henrique Mendonca de Freitas, ofereceu denúncia contra a vereadora Marcia Queiroz Vida e Ines Oliveira da Silva pelos crimes de corrupção passiva e tráfico de Influência. Elas foram investigadas na Operação Voto de Minerva, que apurava os crimes pelos quais foram denunciadas.


Vereadora Marcia Vida (Avante)foi denunciada pelo MPMS (Foto: Reprodução)

De acordo com a investigação , a vereadora Marcia Queiroz Vida, solicitaram R$ 80 mil para influenciar no no processo de cassação em trâmite na Câmara de Vereadores. O pedido foi feito para a vereadora Gerolina da Silva Alves, que recusou a proposta.

 

Segundo o processo de investigação, em dezembro de 2017, Inês foi ao encontro da vereadora Gerolina, levou um papel onde constava uma mensagem escrita por Marcia Vida, que tinha como destinatária a vítima Gerolina. Na lauda constava:

“Você quer meu voto a favor a respeito do processo de cassação? ( ) sim ( ) não”

Diante disso, Inês então disse: “se você respondesse sim, a Marcia me pediu para lhe mostrar o outro recado”, que estava em outra lauda de papel, com os seguintes dizeres: “Me arruma R$ 80.000,00 que eu voto a favor ou faria com que o processo fosse cancelado!”

Gerolina rejeitou a oferta e, em seguida, Inês foi embora pedindo desculpas e justificando que teria vindo só porque Márcia Vida havia lhe pedido para trazer a proposta.

 

Para conseguir provas e denunciar o caso, a vereadora Gerolina teve outro encontro com Inês, que novamente fez uma proposta com menor, feita da mesma foram, um recado de  Márcia escrito em um papel.

“O mínimo é R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais). Faço para o processo! Como? Não vai nem ter votação! Você tem que confiar e sabe que pode nem ter votação! O relator vai encaminhar para mim, aí já paro! Entendeu? Só posso dizer: confie em mim! Derrubo mais dois votos comigo! (tráfico de influência) E que fique entre nós sempre!

Diante do ocorrido o Ministério Público representou pela prisão preventiva das denunciadas e pela busca e apreensão de documentos na residência de Ines e na residência e no trabalho de Marcia (Câmara dos Vereadores), na mesma data, o que foi deferido e realizado.

Assim, o Ministério Público Estadual ofereceu denúncia contra Marcia Queiroz Vida e Ines Oliveira da Silva pelos crimes de corrupção passiva e tráfico de influência e requereu, ainda, a condenação das rés no pagamento de indenização por danos morais à vítima Gerolina da Silva Alves e em danos morais coletivos em favor do bem coletivo difuso imaterial, qual seja, a moralidade administrativa abalada por atos de corrupção, em valores a serem arbitrados conforme previsão do art. 91, inciso I, do Código Penal.

Operação

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio da Promotoria de Justiça de Água Clara, e a Polícia Civil, com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), deflagrou, no dia 19 de dezembro de 2017, a Operação Voto de Minerva.

A investigação foi conduzida pelo Promotor de Justiça Paulo Henrique Mendonca de Freitas e apurou a prática dos crimes de corrupção passiva e tráfico de influência supostamente praticados por membro do Poder Legislativo daquele município que, valendo-se de terceira pessoa, solicitou para si a quantia de 80 mil reais para intervir em processo de cassação em trâmite na Câmara de Vereadores.

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