Apesar de a CEF (Caixa Econômica Federal) ter aumentado as taxas de juros para financiamento imobiliário, as vendas de casas e apartamentos em Mato Grosso do Sul podem não ser impactadas com a mudança. A estabilidade pode ser mantida por conta das operações de financiamento, onde, segundo Marcos Augusto, presidente do Secovi-MS (Sindicato da Habitação), a maioria dos clientes opta por recursos do FGTS (Fundo de Garantia de Tempo de Serviço) e pela linha de crédito do programa social Minha Casa Minha Vida para fecharem negócio;

“A Caixa Econômica financia a maioria dos imóveis aqui no Estado. 80% dos valores de financiamentos que existem hoje utilizam o programa Minha Casa Minha Vida e recursos do FGTS e por isto acredito que as vendas não sofram grandes impactos”, comenta Marcos.

As taxas que tiveram correções na CEF são para operações de financiamento habitacional contratadas com recursos SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo). A justificativa para a alteração foi o aumento na taxa básica da economia, a Selic, que subiu nos últimos meses e hoje está em 11,75% ao ano.

A taxa de juros cobrada pelo SFH (Sistema de Financiamento Habitacional), que financia imóveis de até R$ 750 mil tanto com recursos do FGTS como da poupança, permanece em 9,15% para quem não é cliente do banco e sofre alteração para quem é cliente, incluindo servidores públicos.

Já pelo Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), que financia imóveis com valor acima de R$ 750 mil, a taxa de juros anual passará de 9,2% para 11% para os não-clientes. Os juros da CEF para habitação costumam ser os menores do mercado e servem como referência para os demais bancos.

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