Mato Grosso do Sul tem 7 arranjos populacionais, ou seja cidades rodeadas por outras menores, segundo pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgada hoje. Dessas, cinco estão localizadas na fronteira, o que representa o segundo maior número de arranjos fronterícios entre os estados.

De acordo com a pesquisa, os arranjos populacionais são agrupamentos de dois ou mais municípios com forte integração populacional, devido aos movimentos pendulaeres para trabalho ou estudo. Isso significa que muitas pessoas vão até cidades vizinhas diariamente para trabalhar ou estudar.

No Estado os cinco arranjos fronterícios estão nas cidades de Ponta Porã/Pedro Juan Cabalero, Corumbá/Puerto Quijarro, Coronel Sapucaia/Capitan Bado, Paranhos/Ypejhú e Bela Vista/Bela Vista Norte.

As regiões Norte e Centro-Oeste possuem 11 arranjos populacionais em conjunto. Desses, cinco em Mato Grosso do Sul, sendo o segundo e quarto maior do país, Ponta Porã (166.061 habitantes) e Corumbá (151.432 habitantes).

Assim como em Uruguaiana (PR), Corumbá é o principal município articulador de seu arranjo, assim como Ponta Porã se assemelha ao de Sant’Ana do Livramento, uma vez que articula seu arranjo conjuntamente com Pedro Juan Caballero, no Paraguai.

Os outros arranjos de Mato Grosso do Sul são Aquidauana e Anastácio e Jardim e Guia Lopes da Laguna. Os dados do IBGE são referentes a 2010 e mostram que na época, 55,9% da população brasileira morava em formação de arranjos.

A pesquisa ainda mostra que Manaus (AM), Campo Grande (MS) e Palmas (TO) são as únicas capitais estaduais que não formam arranjos populacionais e por isso são considerados municípios isolados.

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