Produtores rurais que ocuparam uma área conhecida como antiga Hípica, que segundo informações estava abandonada a aproximadamente dezenove anos, correm o risco de ter que desocupar o local.

No local hoje pode ser visto pequenas propriedades rurais que estão em plena produção, criação de aves e animais de pequeno porte, organizado pela associação existente no local, um exemplo é a Mandioca Classe A, que pode ser encontradas a venda nos mercados da cidade.

Ocorre que de acordo com o processo nº. 0800129-32.2015.8.12.0035, protocolado em 05/02/2015, que tem como autores requerentes: Antonio Sérgio Krenczynski, Airton Ananias, João Silveira Dutra, Carlos Lopes Nogueira e Claro Lopes Nogueira, afirmam que a cerca de 02 anos o local Hípica Otaviano dos Santos apresentava estrutura adequada ao lazer dos Autores, contendo: Uma Arena semicircular, quatro mangueira para manejo de gado, quatro casa em madeira, cercas laterais, pista de laço tudo isso em perfeito estado e que o local há pouco mais de 2 anos era o símbolo de uma das maiores paixões da comunidade local. Os requerentes pedem na liminar a desocupação da área em 05 dias.

Com o processo em mãos, o Sr. Toninho uma das pessoas que esta na posse da área comentou: “A maioria das pessoas que aqui estão assim como eu, são oriundos do acampamento de sem terra localizado as margens a MS 295, nunca agimos de má fé em questão da nossa permanência aqui nesta área, tanto é que comunicamos ao Sindicato dos Pequenos Produtores Rurais de Iguatemi, informando ao Presidente Varico de Paula que havíamos entrado na área descrita, o sindicato então oficiou a Câmara de Vereadores, sendo que o documento foi lido em sessão informando a todos a nossa permanência na área, ou seja nunca escondemos nada. Na área em questão não existia nada, apenas  uma estrutura de casa de madeira, que hoje está reformada, com paredes de alvenaria,  o resto estava tomado pelo mato. Esta ação que está sendo proposta não condiz com verdade,  quando entramos na área, após uns 06 meses um dos requerentes nos procurou dizendo que era sócio da tal hípica, porém, ao invés de procurar seus direitos passou a pedir dinheiro, sempre alegava “quero minha parte” .

Os autores afirmam que a estrutura da “Hípica” estava em perfeito estado a dois anos atrás, e, que utilizavam esta estrutura para seu lazer, tudo mentira, ora não é estranho que se você, possui a posse de um imóvel, está utilizando diariamente, um grupo de pessoas adentram, constroem barracos no seu interior, aí você só questiona 02 anos depois, alguma coisa esta errada! A Associação ora instalada está ativa, inclusive reconhecia pela lei de Utilidade Pública que foi votada na Câmara de Vereadores inclusive obtendo o voto favorável da vereadora que é esposa de um dos requerentes.

A Senhora Helena uma das ocupantes da área relata que nesse tempo que estão lá, já construíram, 03 poços semi-artesiano, 04 residências em alvenaria, 04 em madeira, um anexo em alvenaria para empacotamento de mandioca que é descascada e embalada a vácuo e comercializada no comércio local, sendo que a mandioca é plantada pelos demais membros da associação. As crianças que moram com seus familiares estão estudando, o curso d’água lá existente que antes sofria com a erosão formada por pisoteio dos animais alheios, cavalos e vacas que entravam nessa área, pois, estava tudo abandonado, hoje não, os animais não tem acesso as nascentes, que foram plantadas várias mudas de árvores.

O Sr. Junior também questionou que alguns requerentes, estão pedindo a justiça gratuita, um requerente é produtor rural, tem um imóvel no centro da cidade que hoje vale cerca de 800.000,00 que está alugado pelo valor de 2.000,00, tem outro imóvel rural, gado, etc… e sua esposa é vereadora e recebe por ano mais ou menos R$ 70.000,00, já um outro requerente tem 3 propriedades rurais, uma casa no centro da cidade e aproximadamente 250 cabeças de gado, sendo que a justiça gratuita é para quem não tem condições financeiras de arcar com custos do processo.

Fonte: Assessoria/Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Iguatemi