O ataque se deu na manha de sexta feira (17) apenas cinco dias após o primeiro ataque na qual foi executado três agentes da Policia Nacional na região de Pacola no departamento (estado) de São Pedro, já na manha de hoje foi executado outros três na região de Yagarete Forest no mesmo departamento e nas primeiras horas da tarde, segundo informações, foram executados mais dois agentes, que não foram confirmadas pelos altos chefes de combate ao EPP na região, totalizando cinco policiais paraguaios executados a sangue frio pelos marginais do EPP que ate o momento já executaram a 51 pessoas no departamento de São Pedro ante a incompetência do Governo do Paraguai em fazer frente aos marginais que já dominam um estado inteiro, executando policiais, sequestrando fazendeiros e seus familiares.

No que vai de semana oito policiais foram emboscados e executados pelos criminosos que queimaram as viaturas policiais, já o governo de Horacio Cartes, manifestou a meses que o combate na região era eminente com as forças de segurança do Paraguai que tinha encurralado os marginais que saíram na caça aos policiais paraguaios, o congresso pediu explicações ao Ministro de Interior Francisco de Vargas, que ate o momento não tem um plano de chegar a localizar os criminosos que atuam com total liberdade nas estradas do departamento por onde os policiais transitam patrulhando a mercê de ser atacado e executado pelo grupo criminoso, que segundo informações, estaria sendo financiado pelo narcotráfico e pelo crime organizado.

Com os ataques realizado nesta sexta feira o número de polícias foi reforçado na região mas não se descarta que o movimento anti Cartes peça a destituição imediata do Ministro de Interior e solicitar o impeachment do atual presidente pela sua falta de competência em lidar com o caso alem de ter levado o país a um colapso econômico que tem estancado o crescimento dos demais estados paraguaios.

Os lideres da bancada de oposição já manifestaram que o governo do Paraguai não quer combater o grupo criminoso já que a suposta luta estaria gerando renda milionária aos principais chefes de combate ao EPP que estariam obrigando os policiais e militares de baixo rango a sobreviver em condições sub humanas nas áreas onde buscam pelos integrantes do grupo criminoso, que nos últimos meses mostrou o seu poderio armamentista e logístico e que demonstrou poder interceptar os integrantes da Policia Nacional do Paraguai em qualquer parte do estado ocupado e dominado pelos mesmos para executar os policiais e colocar a população da região em uma situação critica, ante a incompetência do chefe do estado em dirigir o país.

Com a notícia, as autoridades do Paraguai emitiram uma nota pedindo alerta total, pois os policiais precisam retornar para o quartel, onde haverá um aquartelamento para uma operação na região, por conta da emboscada. Além disso, não são descartados novos ataques.

O senador Luis Alberto Castiglioni, em conversa com AM 650 daquele país, lamentou a morte dos policiais na tarde de hoje. “É lamentável, acredito em uma condenação mais energética aos criminosos e covardes guerrilheiros do EPP”.

Com o desfecho trágico desta tarde, o senador relembrou uma crise interna do governo que tem pensamentos diferentes em relação à ação de repressão das EPP. “Eu pedi a demissão deste incompetente, que agora é o presidente e acredito que só a demissão imediata iria resolver”.

Já o MP (Ministério Público) daquele país considerou que o problema é registrado pela falta de liderança. “Se a cabeça não terá a capacidade e visão estratégica, em seguida, ele vai ficar qualquer resultado”, acrescentou.

Além disso, os senadores iriam se se reunir na segunda-feira (20) para uma sessão extraordinária para debater um voto de censura contra o presidente Vargas, o vice-ministro da Segurança Interna Javier Ibarra e o chefe da Senad (Secretaria Nacional Anto-Drogas) Luis Rojas.

Ponta Porã Digital