O governo estadual garantiu o pagamento de 13,1% dos 25,42% previsto de reajuste dos professores da rede estadual. O restante – que refere-se a um quarto do piso nacional do magistério para 20 horas – será discutido em mais uma rodada de negociação.

A diretoria da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) e o governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), junto com a equipe de governo, se reuniram na noite de segunda-feira (26). A ideia era apresentar uma proposta à categoria.

Segundo o presidente da Fetems, Roberto Botareli, a reunião “foi positiva”, avalia. A proposta, inicialmente aceita, é o pagamento de 13,1% retroativo a 1° de janeiro.

O restante do índice, bem como a forma que se dará o pagamento, será discutido em uma outra reunião na próxima segunda-feira (2).

Ainda segundo Botareli, o governo sinalizou interesse e assumiu o compromisso de pagar o piso, mas precisa fechar o balanço da arrecadação do Estado, para analisar de que forma chegará aos 25%. “Talvez seja só depois de maio”, disse.

Apesar de ter reconhecido avanços na negociação com o governo, o presidente da entidade afirma “que o ideal seria receber todo o reajuste de uma só vez” e que a proposta será apresentada em assembleia em 2 e 3 de fevereiro.

Desde o início das tratativas entre Fetems e governo estadual, Botareli descartava qualquer greve, no entanto, ressaltava que exigia o cumprimento integral do reajuste. Em assembleia, a categoria pode aceitar ou optar por paralisação.“Para todas medidas por parte do governo será feita uma discussão com a categoria”, conclui.

Botareli falou, ainda, em criar uma comissão permanente entre governo e entidade para debater a educação pública em Mato Grosso do Sul, bem como todas medidas referentes ao setor.

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