A medida brasileira, que será implementada a partir de julho próximo, que pretende baixar de $300 para $150 dólares o valor permitido para que cada cidadão brasileiro realize compras no exterior sem pagar impostos causou revolta nos comerciantes paraguaios que decidiram fechas as portas no dia 17 de março em protesto.

Na última reunião realizada em Pedro Juan Cabellero, onde além de comerciantes locais, participaram comerciantes de Salto del Guairá e Ciudad del Este, todos concordaram em criar uma aliança e uma organização denominada ‘Fronteira Unida’, com o propósito de buscar, em conjunto, uma estratégia que possa resultar em ajuda aos comerciantes das três cidades fronteiriças.

Fechar o comércio por um dia

Durante a reunião, várias alternativas foram indicadas e serão apresentadas às autoridades, tanto do Paraguai como do Brasil. Segundo os membros da Câmara de Comércio, se realmente se confirmar a intenção de reduzir a cota para 150 dólares, o que prejudicaria imensamente o comércio local causando imediatamente demissão em massa de funcionários e até o fechamento de estabelecimentos comerciais.

Uma das medidas que estaria sendo implementada para chamar a atenção das autoridades, seria o fechamento total de estabelecimentos comerciais, em forma de manifestação, nas três cidades de fronteira, a fim de demonstrar que a situação é extremamente grave. Esta paralisação deverá acontecer no dia 17 de março.

Felipe Cogorno Álvarez, um dos diretores do Shopping China, além de outros dois maiores centros comerciais da fronteira, disse a reportagem do ABC Color que uma comissão deverá visitar autoridades políticas, principalmente o Governo, para solicitar o apoio e assistência nesta difícil situação que, inclusive, poderá trazer graves problemas econômicos para as cidades fronteiriças.

O vice-presidente da Câmara de Comércio Tomas Medina, propôs que imediatamente uma delegação composta pelas três cidades fronteiriças, procure marcar um encontro com o presidente Horacio Cartes, para solicitar que ele intervenha junto ao governo brasileiro para evitar uma crise comercial em cidades que fazem fronteira com o Paraguai. E que sejam visitadas as autoridades municipais para explanar a real situação e pedir apoio aos comerciantes.

César Galeano Repórter