A Força Nacional de Segurança vai atuar por 30 dias em Mato Grosso do Sul devido ao conflito agrário entre índios e fazendeiros.

Conforme portaria do Ministério da Justiça, publicada nesta sexta-feira, o trabalho será de “forma complementar, em apoio às atividades da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul, entre os municípios de Antônio João e Japorã, a fim de prevenir e reprimir conflitos agrários, bem como agir na prevenção aos crimes contra as comunidades indígena”.

Ainda segundo o documento, assinado pelo ministro José Eduardo Cardozo, o prazo pode ser prorrogado em caso de necessidade. A ação é para assegurar a manutenção da ordem pública na região do Conesul.

A disputa fundiária voltou a se acirrar no Estado. No último dia 22 de junho, índios guarani-kaiowá do acampamento Kurusu Ambá voltaram a ocupar a fazenda Madama, localizada entre os municípios de Coronel Sapucaia e Amambai, na fronteira com o Paraguai.

Houve conflito e denúncia do desaparecimento de dois jovens indígenas. No dia 24, as fazendas Três Poderes e Água Branca, localizadas na região conhecida como “Tagi”, próximo à MS-386, entre Amambai e Ponta Porã, foram ocupadas durante por índios do acampamento Guaivyry.

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