O Tribunal de Contas do Estado não contemplou apenas familiares de políticos e secretários do Governo do Estado. O presidente da Corte, o conselheiro Waldir Neves Barbosa, nomeou sua ex-mulher duas vezes, apenas este ano, para o quadro de funcionários da instituição. O salário dela passou de R$ 9,8 mil para R$ 14,7 mil.

No dia 22 de janeiro deste ano, a ex-esposa de Waldir Neves, Alessandra Larréia Ximenes, foi nomeada para exercer o cargo em comissão de Chefe de Gabinete de Diretor Geral símbolo TCAS-203, cujo salário é de R$ 9,8 mil. Todavia, no dia 27 de fevereiro, a ex-mulher do presidente do TCE foi exonerada do cargo anterior e nomeada como Chefe da Secretaria das Sessões, símbolo TCAS-201. Com a promoção, o salário de Alessandra saltou para R$ 14,7 mil.

Os casos de nepotismo no TCE foram denunciados no mês passado por aprovados em concurso e que aguardavam nomeação para que pudessem exercer seus cargos. Dois filhos do deputado Rinaldo Modesto (PSDB) estavam atuando na instituição, enquanto a irmã de Waldir Neves, Vanda Neves Barbosa, está lotada no gabinete do tucano na Assembleia Legislativa. A situação comprovou o nepotismo cruzado entre o Tribunal e a Assembleia.

Ontem, reportagem de O Estado Online divulgou que a filha da secretária estadual de educação, Maria Cecília Amendola da Motta, também foi nomeada para trabalhar no Tribunal de Contas.

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