O produtor rural, Ubaldino Kanoff, foi brutalmente assassinado a pauladas e pedradas na cabeça. Ele foi morto no início da noite do domingo, 15 de fevereiro. O assassino confesso é Paulo Alex Ferreira, amante da mulher da vítima, Valdereis Aparecida da Silva Souza. A história que envolve a execução do sitiante é de arrepiar.

A Polícia Militar do município de Colorado do Oeste foi informada pelo primo da vítima, João Carlos Kanoff, dono da fazenda Padre Vitor, onde Ubaldino Kanoff morava com a esposa e trabalhava, no final da manhã de terça-feira, 17, que a vítima estava desaparecida desde a manhã do dia anterior.

O solicitante relatou à polícia que ficou sabendo do caso através da esposa de Ubaldino, que entrou em contato com o primo para visar o fato por telefone. João Carlos Kanoff repassou à polícia a mesma informação que havia recebido de Valdereis, de que a vítima havia saído com um homem desconhecido, por volta das 9h, para ver uns porcos que estavam à venda, e então teria sumido.

Os policiais foram até a casa da vítima para conversar com a esposa, que lhes relatou a mesma história, porém entrou em contradição várias vezes durante a conversa, fato que levantou suspeitas. A mulher acabou confessando que o marido havia sido assassinado por Paulo Alex Ferreira, que era seu amante.

Ambos tiveram uma discussão no final da tarde do domingo, e Paulo retornou à residência armado com um facão e um pedaço de pau. Valdereis disse aos policiais que o amante fazia sinais com a mão dando a entender que mataria a vítima, que foi golpeada com o pedaço de madeira na região da cabeça. Caído no chão, Paulo pisou em seu pescoço para estrangulá-lo. Acreditando que a vítima havia morrido, o assassino cessou a asfixia, mas logo em seguida percebeu que Ubaldino levantou-se e tentou ir para seu quarto, quando foi novamente atingido por uma paulada na cabeça.

Depois da segunda paulada, Paulo arrastou a vítima para fora da residência, acreditando que ele estivesse morto definitivamente. Ao perceber que Ubaldino ainda estava vivo, o autor do homicídio pegou uma pedra e deferiu vários golpes contra a cabeça da vítima até matá-la.

Valdereis contou aos policiais que antes da execução começar, ela pegou uma espingarda que estava na sua casa e escondeu-se em um paiol da propriedade, de onde só saiu quando a vítima foi morta.

Paulo embrulhou o cadáver em uma lona, e o colocou sobre o reboque do trator. A mulher tratou de limpar todo o sangue que havia no local, bem como vestígios que caracterizavam um homicídio. Ambos saíram com o trator em busca de um local distante da sede para enterrar o corpo de Ubaldino. Eles decidiram esconder o cadáver à beira da estrada, a aproximadamente cinco quilômetros de distância da sede onde aconteceu o crime.

No mesmo local, segundo o Boletim de Ocorrência que narra o caso, Valdereis queimou a lona utilizada para embrulhar o corpo. Ao retornarem à casa a carteira com documentos da vítima foi queimada pela esposa, segundo o BO. O pedaço de pau utilizado no crime também foi queimado.

RELACIONAMENTO ENTRE AMANTE E MULHER

Segundo relatado em Boletim de Ocorrência, Paulo e Valdereis tinham um relacionamento amoroso há um bom tempo. Os policiais narraram no documento que Paulo havia comentado na vizinhança da propriedade onde o crime aconteceu, que ele estava interessado em ficar com a mulher, mas para isso o marido “deveria sumir” primeiro.

Paulo relatou aos policiais que seus encontros e comunicação com a mulher contavam com a ajuda do filho de Valdereis, o menor D.S.S. de 17 anos. Ele quem escrevia as cartas e as entregava tanto para a mãe, quanto ao amante.

A polícia acredita que a mulher do triangulo amoroso premeditou o crime, pois seu filho havia ido para a cidade de Cabixi com seu patrão um dia antes do homicídio.

Ambos confirmaram à polícia, segundo o BO, que depois do assassinato passaram a dormir juntos, e planejavam uma fuga para a cidade natal de Valdereis, onde ela tem uma casa.

PAULO ALEX FERREIRA, O AUTOR CONFESSO DO CRIME

Os policiais fizeram uma pesquisa rápida no sistema interligado da segurança pública nacional e constataram que o assassino confesso do crime, Paulo Alex Ferreira, era procurado pela justiça por crimes na capital de Rondônia, Porto Velho. Ele acabou confessando, ainda, que é, também, fugitivo da comarca de Vilhena, onde cumpria pena em regime semiaberto.

Paulo Alex Ferreira conseguiu romper a tornozeleira eletrônica que utilizava para ser monitorado, e fugiu.

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