Em maio, brasileiro com identidade nas mãos foi tomar vacina contra a gripe em hospital de Pedro Juan Caballero. (Foto: Leo Veras)

Enquanto no Brasil as vacinas gratuitas contra a H1N1 são escassas, e liberadas apenas para grupos de risco, no país vizinho – o Paraguai – todas as faixas etárias de sua população deverão receber a vacina até o final de julho.

De acordo com o governo paraguaio, a nova campanha vai atingir 25% da população menor de cinco anos; pelo menos 70% dos adolescentes e 77% da população adulta e idosa. A população estimada do país chega a 6,5 milhões. Nas cidades de Pedro Juan Caballero e Salto de Guairá há pelo menos 140 mil paraguaios.

No mês passado, o país deu início a vacinação de sua população, e muitos brasileiros aproveitam para cruzar a fronteira e vacinar de graça. Os Sul-mato-grossenses que não fazem parte dos grupos considerados de risco pelo Ministério da Saúde e que não conseguiram tomar a vacina contra a gripe durante a campanha brasileira, procuraram hospitais e clínicas do Paraguai para receber a dose.

Em Naviraí, município próximo à fronteira, as vacinas disponíveis não foram suficientes e sua população recorreu ao Paraguai. Recentemente, a prefeitura da cidade adquiriu mais 15 mil doses. A cidade conta com 51 mil moradores, e a promessa é de imunizar 64% dos habitantes.