Os consumidores de Mato Grosso do Sul vão pagar mais caro pelo fornecimento de energia. A determinação aconteceu hoje (27) após audiência na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em Brasília. Se você, leitor do Diário Digital achou ruim, esse reajuste é referente a Revisão Tarifária Extraordinária (RTE). Em Abril, há o reajuste anual da tarifa das concessionárias. Ou seja, novo aumento deve vir por aí. O reajuste aprovado hoje foi definido após uma audiência pública, que começou ontem. Para o leitor entender, esse reajuste, conforme a Aneel, tem como objetivo “reposicionar os dois itens em que havia maior distanciamento entre os custos efetivos e a cobertura tarifária: a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e os custos com compra de energia”. De acordo com a Aneel, o CDE teve elevação substancial da cota (de R$ 1,7 bilhão em 2014 para R$ 22,06 bilhões em 2015), o que levou a necessidade de reconhecer a cobertura tarifária.

Para os consumidores da Enersul (agora Energisa-MS) o reajuste ficou em 27,9% e para os consumidores da região do bolsão (Três Lagoas) atendidos pela Elektro, ficou 24% mais caro. Para a compra de energia, o efeito mais representativo foi a variação dos custos de Itaipu. A energia da usina é alocada na forma de cotas às distribuidoras que atuam nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e representa aproximadamente 20% da compra de energia dessas concessionárias. As tarifas a serem aplicadas por Itaipu em 2015 foram reajustadas em 46%, em dólar (Resolução Homologatória 1.836/2014). O efeito final ainda deve considerar a variação cambial. O principal motivo para a variação da tarifa de Itaipu foi o cenário hidrológico adverso de 2014. Em razão das vazões abaixo das médias históricas, as usinas que compõem o Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) geraram 91% de sua garantia física. Ocorre que toda a garantia física de Itaipu é alocada às distribuidoras na forma de cotas. Por isso, a geração insuficiente é adquirida por Itaipu ao Preço de Liquidação das Diferenças (PLD). A combinação de geração baixa e PLD elevado gerou um custo que foi absorvido por Itaipu ao longo de 2014 e que deve ser repassado em 2015. (Com informações Aneel)

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