Por conta da execução de um agente penitenciário de 44 anos nessa quarta-feira (11), em Campo Grande, servidores da categoria em Mato Grosso do Sul fazem mobilização na maioria das unidades penais. “Houve mobilização em respeito a morte do servidor em 90% das unidades”, afirma o presidente do Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária (Sinsap), André Luiz Garcia Santiago.

A assessoria de imprensa da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) não atendeu as ligações do G1.

O sindicalista explica que os agentes não liberaram os presos que trabalham fora, os atendimentos jurídicos e psicossiais foram suspensos e o banho de sol está sendo de uma hora, quando, algumas vezes, é permitido que os detentos fique um pouco mais fora das celas.

“Esse é um movimento de protesto. Houve contato com os convênios [ de trabalho dos presos], informando que a mobilização iria acontecer e os empresários demonstrário apoio”, fala o presidente do Sinsap-MS.

Santiago garante que o “trabalho necessário para andamento da unidade” é mantido e que a intenção é chamar atenção da sociedade e do poder público para a insegurança dos agentes e “respeitar o momento de enterro”.

Primeiro protesto
Na tarde dessa quarta-feira, agentes levaram faixas e cartazes para a frente da governadoria. Eles afirmam que houve aumento da massa carcerária, porém, sem crescimento na mesma proporção de servidores que lidam diretamente com presos.

Os servidores saíram do Parque dos Poderes com a promessa de uma reunião na manhã desta sexta-feira (13) para tratar de melhorias para a categoria.

Ao G1, a assessoria de imprensa da Agepen disse que a prioridade no momento é prestar assistência à família da vítima e aos colegas de trabalho, mas posteriomente deve ser estudada, junto ao governo do estadual, a possibilidade de abrir um novo processo seletivo para agentes penitenciários.

Crime
O agente foi executado a tiros na manhã dessa quarta-feira no Estabelecimento Penal de Regime Aberto e Casa do Albergado, onde era lotado desde 2011. Ele estava na portaria fazendo controle de saída de presos que dormem no local e passam o dia fora quando um homem encapuzado e com capacete entrou e, sem falar nada, atirou. O serviidor estava há 10 anos na Agepen.

O caso foi registrado na 7ª Delegacia de Polícia de Campo Grande e será investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios (DEH), conforme a assessoria da Polícia Civil. Câmeras de segurança fizeram imagens do suspeito, mas não é possível identificá-lo. A ação durou de 12 a 15 segundos, informou a polícia.

g1ms