Os deputados chegaram a um acordo para eleger o novo presidente da Assembleia. Como acontece há 20 anos, não há disputa de chapas e a eleição não terá surpresa. Surpreendentemente, o PMDB, que perdeu o governo, ficou com a presidência da Casa, colhendo algum fruto após fracasso na eleição, onde nem chegou ao segundo turno.

Quem votou em Reinaldo Azambuja (PSDB) para governador e esperava que a mudança também chegasse a Assembleia ficou frustrado. O novo governador não quis medir forças com o PMDB e preferiu aceitar o líder de André Puccinelli, Junior Mochi, como presidente da Casa, deixando para segundo plano o deputado que lhe apoiou desde que anunciou a pré-candidatura, Zé Teixeira (DEM).

Com quatro deputados e o governo, o PSDB ficou apenas com a vice-presidência da Assembleia, que será ocupada por Onevan de Matos. Todavia, o tucano ainda tem mais motivos para comemorar que o deputado Maurício Picarelli (PMDB), que terá que frequentar o plenário como qualquer outro deputado, sem o privilégio de ficar o tempo todo na Mesa Diretora. Picarelli até tentou emplacar a vice-presidência, mas teve que abrir mão para o partido conseguir segurar a presidência.

Os deputados não tiveram muito problema para chegar ao consenso, visto que Mochi conseguiu convencer a maioria de que era o melhor nome. Porém, conseguiu expor alguns deputados, que brigaram por pouca coisa. O PT é um exemplo deste desgaste. Além de se submeter ao rival, PMDB, apoiando Mochi, o partido ainda ficou com o modesto cargo de 2º secretário. Se para alguns esta função já não era das melhores, a situação ficou pior com a briga de Cabo Almi e Amarildo Cruz para ver quem ficará com o cargo.

O PDT terminou a eleição com grande espaço, elegendo três deputados estaduais e um federal. Porém, na Assembleia, acabou continuando como um partido pequeno na composição da presidência. Caberá a Felipe Orro apenas a 3ª Secretaria da Casa.

A deputada Mara Caseiro (PTdoB) também pagou o preço por ter lançado candidatura própria e abandonado o grupo do PMDB. Sem os aliados, ela acabou passando pelo constrangimento de ter que brigar com Lídio Lopes (PEN) pela 3ª vice-presidência.

Outros deputados preferiram abrir mão de cargos secundários na Mesa para ter o salário um pouco melhor. Paulo Corrêa (PR) e Márcio Fernandes (PTdoB), por exemplo, preferiram o dinheiro a mais da liderança do partido a brigar por cargos secundários.

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