O movimento “Vem pra rua”, que acontece em todas as cidades brasileiras amanhã, espera reunir pelo menos 6 mil pessoas em Dourados. De acordo com a programação, a concentração acontece na Concha Acústica da Praça Antônio João a partir das 15h. As entidades ainda vão decidir se farão ou não a tradicional passeata pela área central.

De acordo com o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Dourados (Aced), Antônio Nogueira, a expectativa é de reunir o mesmo número de manifestantes do primeiro protesto realizado no último dia 15. Isto porque, segundo ele, as pessoas ainda continuam indignadas com as medidas adotadas pelo governo federal que oneram cada vez mais a população. “A presidente Dilma simplesmente incorporou o discurso de que o país está muito bom, que a economia vai bem e que a Petrobras já limpou o que tinha que limpar. Isto é tripudiar em cima do raciocínio da população”, destacou.

Nogueira disse que neste protesto, os manifestantes e representantes sindicais que já foram selecionados, farão uso da fala. Uma estrutura com carro de som e microfone está sendo providenciada.

Segurança

O manifesto vai contar com o apoio da tropa de choque em Dourados como procedimento padrão da Polícia Militar em casos de protesto. O objetivo é garantir segurança aos manifestantes.

O comandante da PM, tenente coronel Carlos Silva, explica que apesar de contar com o apoio da tropa de choque, a equipe ficará na retaguarda e só será mobilizada se for necessário, em caso de eventual tumulto. Ele assegura que vão apoiar as manifestações, 130 policiais militares, sendo que 60% deles estarão desarmados. Segundo ele, a proposta é garantir a segurança para os manifestantes que estarão nas ruas.

Protesto

Bonecos com a caricatura da presidente Dilma, pedindo o impeachment, serão utilizados durante o manifesto, avisam os organizadores.

De acordo com os manifestantes, em todo o país, o “Vem pra Rua” está dividido em grupos que apenas vão manifestar a repulsa à gestão petista, sem pedir a destituição de Dilma. Eles também se dizem contra qualquer pedido de intervenção militar. O grupo diz ter o apoio de juristas e, com base neles, toma decisões sobre seus posicionamentos.

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