Um caminhoneiro de 31 anos, morador em Dourados, foi preso na tarde desta quarta-feira, dia 25 de março, na cidade de Tupã, n interior de São Paulo, acusado de tráfico de drogas. Giovanni Penna Lazzarotto dirigia um caminhão com cerca de meia tonelada de maconha escondida em fundos falsos. O veículo seguia sem carga pela rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), quando foi parado pela Polícia Militar Rodoviária.

A abordagem aconteceu em frente a base operacional de Tupã por policiais da equipe TOR (Tático Ostensivo Rodoviário). De acordo com informações da Polícia Federal de Marília, os patrulheiros faziam uma fiscalização de rotina.

Segundo o site Diário de Marília, o caminhão com placas de Presidente Prudente (carroceria emplacada em Dourados) estava com vestígio de transporte de grãos, porém seguia no sentido interior/capital descarregado. O delegado federal José Navas Júnior, responsável pelo registro do flagrante, conta que os PMs ficaram desconfiados.

“Ele (suspeito) relatou que já havia descarregado a carga de grãos em uma cidade anterior e ficou confuso quando foi questionado sobre origem e o destino da viagem. Devido ao nervosismo, os policiais militares iniciaram uma verificação no caminhão, a partir da cabine, e já constaram os primeiros tijolos de maconha”, disse o delegado.

Após perceber que havia sido descoberto, o caminhoneiro sul-mato-grossense, segundo a polícia, confessou o crime. Lazzarotto teria relatado que carregou a droga na região de fronteira com o Paraguai, passou por Dourados e seguia em direção a Piracicaba. O “serviço” renderia R$ 10 mil ao traficante, que acabou preso em flagrante e foi conduzido até a Polícia Federal. Ele afirmou desconhecer os contratantes.

Na delegacia, com apoio dos agentes federais, os patrulheiros localizaram dezenas de pacotes da droga atrás da cabine, acondicionadas sem muita discrição, em um compartimento atrás dos bancos. Já na carroceria os entorpecentes estavam bem escondidos, sob chapas de madeira de alta densidade, presas com parafusos.

Até o fechamento da edição, a polícia ainda não havia contabilizado toda droga. Também não havia confirmado se havia outros tipos de entorpecentes, além de maconha.

ROTA CAIPIRA

Para o delegado federal, a apreensão reitera a atividade na chamada rota caipira do tráfico, que começa na região de fronteira e traz entorpecentes de outros países, principalmente do Paraguai. Após o flagrante, a PF vai investigar a origem e destino dos entorpecentes. “Essa apuração é dificultada pela falta de informações das pessoas que são presas. Em geral, são orientadas a manter o silêncio”, afirma Navas.

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