O agente penitenciário federal Joseilton de Souza Cardoso, 34 anos, que matou com tiro no peito Adílson Silva Ferreira dos Santos, 23 anos, na madrugada desde domingo (24), teve prisão em flagrante convertida a preventiva. A decisão do juiz José Eduardo Neder Meneguelli  foi informada ao preso durante audiência de custodia na manhã desta segunda-feira (25). As versões do crime ainda são desencontradas, com cada lado falando algo diferente. Mas, o agente que está em Campo Grande há oito meses, após passar em concurso, e em janeiro, ser nomeado no Presidio Federal de Mato Grosso do Sul, cometeu o crime na mesma justificativa de auto-defesa ou ‘reflexo’ profissional, como alegou também o Policial Rodoviário Federal, Ricardo Moon, que assassinou o empresário Adriano Correa, no final de dezembro de 2016.

O magistrado, determinou a prisão preventiva, sem contra-argumentar, em requerimento do advogado de defesa Bento Duailibi, contratado pelo SINAPF-MS (Sindicato dos Agentes Federais de Execução Penal em MS), apesar da ação não ter nada haver e está totalmente fora da alçada de questão de serviço, a não ser pelo uso do armamento de trabalho.

Duailibi, tentou convencer o juiz de libertar Joseilton. “Ele pode responder em liberdade. Não reagiu a prisão, colaborou com a Polícia Civil, tem residência fixa, é funcionário público federal de carreira”, alegou durante a audiência.

A família da vítima e os amigos do agente dão versões bem diferentes sobre o caso, onde Adílson foi assassinado com um tiro no peito na madrugada de ontem, em crime que aconteceu no camarote do show realizado no estacionamento do Shopping Bosque dos Ipês. Joseilton foi preso em flagrante logo depois do crime e a pistola ponto 40 usada por ele foi apreendida.

Prisão ‘Especial’

O agente penitenciário, por questão de segurança de seu cargo, tem direito a cela especial, separada de outros presos. Assim, ele que estava em cela da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro, deve ser transferido para cela do Centro de Triagem Anísio Lima, no Complexo Penal de Campo Grande, no Jardim Noroeste.

O agente penitenciário foi ainda perguntado se sofreu qualquer violência por parte da polícia e respondeu que não.

A administração do Shopping Bosque dos Ipês, apesar de não ter o estabelecimento comercial ligado diretamente,  lamentou, em nota, e afirmou que está “colaborando com as autoridades para esclarecimento sobre o incidente com arma de fogo ocorrido durante o show, que acabou em morte”.

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