A CPI da Petrobras pode convocar o senador Delcídio do Amaral (PT/MS), líder do Governo federal no Senado, para explicar as afirmações do ex-consultor da Toyo Setal e da Camargo Correa, Júlio Gerin Camargo, na deleção premiada à Polícia Federal realizada na última terça-feira (30), na qual disse ter privilegiado alguns amigos, como “o doutor Delcídio” nas doações feitas a políticos. Em troca, o senador petista repassaria informações da estatal pela ajuda financeira.

As declarações reforçam o conteúdo de matéria do Jornal O Globo, na edição de 22 de abril deste ano, em que Camargo — que foi preso na Operação Lava Jato que investiga  corrupção na Petrobras — falou de sua ligação com Delcídio.

De acordo com a publicação, ele afirmou à época ter doado dinheiro para as campanhas do senador  em 2006 e 2010 em troca de informações relacionadas a Petrobras, os próximos projetos da empresa e, ainda ‘’informações das áreas de Minas e Energia’’.

O ex-consultor afirma ter recebido Delcídio e sua família para almoços, nos quais o senador “apresentava cenários de mercado”.

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