Quase todo dia, um carro roubado no Brasil é recuperado na região da fronteira com o Paraguai. Mas, em muitos casos, encontrar o dono para devolver esse carro pode ser até mais difícil.

Carlos Alexandre é um dos maiores “farejadores” de veículos roubados do país. Ele trabalha na fronteira com Paraguai. Recupera, em média, um carro a cada 15 dias.

“Têm modelos que são mais roubados, com isso a gente já presta atenção, de longe já vem observando ele e quando se aproxima verificamos o motorista”, afirma Carlos Alexandre, da Polícia Rodoviária Federal.

Em uma das abordagens mais recentes, um carro entrou na mira dele.

“Fizemos verificação de chassi e constatamos que era um veículo furtado há muito tempo, há 25 anos”, conta Carlos Alexandre.

Muitas vezes os policiais conseguem o improvável que é recuperar esses carros roubados anos, décadas atrás. Um chevette, por exemplo, foi roubado em 1996, quase 20 anos atrás e recuperado em agosto do ano passado. A dificuldade agora é encontrar o dono. A polícia tenta de tudo antes que o veículo seja leiloado.

“Muitas vezes temos que apelar para as redes sociais. Computador e informações via telefone para poder localizar e chegar mais próximo de alguém que indique pelo menos alguma informação”, diz o investigador da Polícia Civil Reginaldo Silva.

Marcelo teve muita sorte. Primeiro: ele é dono do carro recuperado 25 anos depois do furto. Segundo: a polícia conseguiu contato com ele. E para terminar: Marcelo restaura e coleciona carros antigos. Viajou de São Paulo a Foz do Iguaçu para buscar a “relíquia”.

Marcelo: Voltando ao passado. Eu tinha 20 anos. Ainda está azul embaixo. Essa rodou. Rodou pelo Brasil e pelo Paraguai.
Jornal Nacional: E agora?
Marcelo: Agora, vamos reformar ela. Quando chegar na oficina a gente vai ver o que pode acontecer. Mas valeu pela história.

JN