Apesar de já ter sido anunciado oficialmente duas vezes, o fim do embargo chinês à importação de carne bovina brasileira ainda não entrou em vigor.

O processo de reabertura do mercado chinês sofreu novo atraso, pois a última proposta enviada pelas autoridades sanitárias de Pequim foi rejeitada pelo Brasil.

O motivo foi o sistema de rastreabilidade individual dos animais incluído na proposta chinesa, que foi negado pelo Brasil, que defende  a necessidade apenas da identificação da origem do animal.

Por isso, ficou a cargo do Ministério da Agricultura enviar, na semana que vem, uma outra proposta ao governo chinês para tentar assinar acordo ainda em março. Na próxima semana, o Ministério da Agricultura deve enviar uma missão à China para acertar os detalhes e fechar acordo. A preocupação do governo brasileiro é não deixar espaços para novas sanções da China.

A exportação da carne bovina para a China está suspensa desde dezembro 2012 quando foi identificado um caso atípico do mal vaca louca (encefalopatia espongiforme bovina, ou EEB) no Paraná.

Com retomada das exportações, o governo brasileiro espera atingir até US$ 1,2 bilhão em 2015 apenas nas vendas à China.

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