Os vários aumentos previstos para a tarifa de energia elétrica do país já preocupam o setor produtivo de Mato Grosso do Sul, já que com o aumento na conta de luz, os proprietários vão acabar repassando o valor ao consumidor, que pagará mais caro por produtos e serviços.

Segundo o presidente da Fecomércio/MS, Edison Araújo, os aumentos nos custos devido às altas na energia vão encarecer o comércio. “Não conseguimos mensurar ainda de quanto será o impacto no setor do comércio de bens, serviços e turismo do Estado, mas é certo que essa incerteza e os aumentos da energia elétrica no País e em Mato Grosso do Sul trarão consequências para o setor, com encarecimento dos serviços. O momento é de cautela e de uso racional de luz e água, por todos, com eficiência energética, mas é preciso que o governo encontre formas de atenuar a pressão inflacionária que as tarifas de energia terão e apresentem uma resposta urgente à população”, afirma o presidente.

Por outro lado, o setor produtivo também defende, através do Conselho de Consumidores da Área de Concessão da Enersul/Energisa (Concen), medidas para reduzir o forte impacto do aumento de abril, entre 30% e 40%, que deve se acumular às bandeiras tarifárias e repasse da defasagem bilionária na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) aos consumidores. Especialistas já falam em um impacto de 70% ao longo de 2015.

O Concen presidido pela representante da Fecomércio/MS, Rosimeire Cecília da Costa, protocolou no último dia 29, junto à Aneel, carta em que externa sua preocupação com a crise no Setor Elétrico e sugere que o índice de reajuste seja repassado ao consumidor de forma parcelada, preservando assim, o princípio de modicidade tarifária. Outra preocupação do Conselho é quanto ao desencontro de informações sobre o déficit das concessionárias, que acaba desnorteando o consumidor em relação à real situação da oferta de energia.“Entendemos que a crise está consolidada e precisamos discutir o que será feito para resolvê-la, vez que somos nós consumidores quem paga a conta”, cita a presidente.

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