Pense em uma doença transmitida de forma semelhante à dengue (por meio da picada de um mosquito), mas com efeitos muito mais severos no paciente, que pode ficar, em alguns casos, até um ano “de cama”, incapacitado, com dores nas articulações. Esta doença existe e chegou a Mato Grosso do Sul no fim do ano passado, e já tem um caso confirmado: trata-se da febre chikungunya, que tem representado o maior desafio dos últimos anos para as autoridades de saúde da área de infectologia.

Para piorar ainda mais este cenário, a confirmação dos exames para testar a doença nos casos suspeitos é feita somente em um lugar em todo o Brasil, o laboratório Evandro Chagas, em Belém (PA), e o resultado leva até seis meses para ser expedido.

Nesta semana, a doença que tem deixado os infectologistas de cabelo em pé foi tema de um seminário em Campo Grande, e consenso é que o cenário é mais grave do que muitos enxergam (ou preferem não ver). Simplesmente todas as cidades com alta incidência de dengue – em Mato Grosso do Sul são mais de 20 – estão altamente vulneráveis à febre.

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