O desmoronamento de um aterro provocado por conta da chuva que cai há dois dias na região avança sobre a pista de rolamento da Rodovia MS-295 e ameaça interditar o único acesso pavimentado à cidade de Paranhos, na fronteira com o Paraguai.

O problema no local era antigo e os setores responsáveis já haviam sido alertados. Segundo o vereador da cidade da fronteira, Hélio Acosta, a cerca de um mês ele e o presidente da Câmara Municipal em Paranhos, vereador Paulo Rufino, já haviam estado no local onde registraram, por meio de fotografias, as condições do aterro, que segundo eles já era preocupante.

De acordo com o vereador, a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimento), responsável por manter a rodovias estaduais em Mato Grosso do Sul foi alertada e teria chegado a enviar técnicos ao local, mas nenhuma providência efetiva foi tomada.

Procurado pela reportagem, o coordenador das ações do Governo do Estado para a região Cone Sul de Mato Grosso do Sul, Cilimar José Cazelli, informou já ter tomado conhecimento da situação e já encaminhou a demanda aos setores competentes, ou seja, a central da Agesul, em Campo Grande e a direção regional do órgão, que tem sede em Amambai.

Segundo Cazelli, por conta do mau tempo, em primeiro momento a Agesul irá implantar sinalização no local para evitar acidentes e assim que o tempo permitir serão realizados os reparos pertinentes.

PRE orienta não passar pelo local

Ao tomar conhecimento do problema a PRE (Polícia Militar Rodoviária Estadual) da base operacional de Amambai enviou uma equipe para o local danificado.

Segundo a PRE, metade da pista já está intransitável por conta do desmoronamento e a outra metade já apresenta rachaduras.

A orientação da Polícia Rodoviária Estadual é para não passar pelo local, mesmo com veículos leves, tendo em vista que existe risco de novos desmoronamentos.

Com a eventual interdição total do trecho da MS-295, para sair e chegar à cidade de Paranhos a rota mais recomendável seria pela MS-165, pela linha internacional que separa Brasil e Paraguai, passando pela cidade de Sete Quedas. Ao todo são aproximados 60 quilômetros de estrada de chão.

Sem novos casos

De acordo com a PRE até o momento não se tem notícias de novos desmoronamentos que possam colocar em risco a segurança do trafego nas rodovias estaduais que cortam o Cone Sul do Estado.