O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), começou esta semana mantendo reclamações sobre o que classifica de difícil situação deixada pelo antecessor, André Puccinelli (PMDB). Mas, prometeu finalizar o relatório e enviar todas as irregularidades constatadas para os órgãos fiscalizadores: Tribunal de Contas do Estado e da União e Ministério Público Estadual e Federal.

Caberá a eles a punição ou não de Puccinelli, caso comprovado crime de responsabilidade fiscal.  Se condenado, o peemedebista pode ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa, o que lhe tornaria inelegível por oito anos.

O governador tucano inclui entre irregularidades e “pacote de bondades” as obras iniciadas e sem dinheiro para conclusão, restos a pagar e até projetos aprovados na gestão anterior que impactam diretamente nas finanças do Estado. “Vamos mostrar a situação passada pela transição e a situação real que encontramos no dia 1º de janeiro”, justificou.

O novo governador inclui entre as dificuldades o aumento de salário de servidores, que gerou despesa de R$ 22 milhões e do dinheiro repassado aos poderes, que inclui gasto adicional de até R$ 6 milhões.

Solução

Apesar dos problemas, o novo governador promete resultados imediatos. Na saúde, por exemplo, fala em mutirões que vão trazer impacto imediato, já que garantirá atendimento regionalizado, e parcerias com a Santa Casa.

Azambuja pretende resolver problemas mínimos que a gestão anterior não conseguiu. Ele cita como exemplo o fato de o Hospital Regional ter o oitavo andar interditado por conta de goteiras. Ele prometeu solução do problema para dobrar o número de leitos, passando de 19 para 38.

O novo governador também enviará o secretário de Saúde, Nelson Tavares, a Brasília para buscar parcerias com o Governo Federal.  O entendimento tem por objetivo a abertura de hospital em Dourados e conclusão de obras do Hospital do Câncer e do Trauma.

Na segurança, Reinaldo destaca novos policiais que estão na academia e devem ir para ruas, 500 militares e 200 civis, remanescentes de concursos que também devem ser chamados; investimento em viaturas, para consertar as que estão estragadas e entregar novas; diárias remuneradas e sistema de monitoramento, que vai auxiliar o trabalho da polícia.

O chefe do Poder Executivo também inclui na lista de atendimento o Portal da Transparência, que mostrará o governo por dentro, incluindo o que recebe e onde gasta o dinheiro. Ele acredita que uma redução em contratos considerados desnecessários também ajudará no equilíbrio fiscal.

Sobre as finanças, o novo governador quer parceria com o Tribunal de Justiça para recuperar R$ 5 bilhões da dívida ativa e uma fiscalização maior para garantir cobrança de impostos que não estão sendo pagos. A entrevista foi concedida ao Programa Tribuna Livre.

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