Pela primeira vez, duas mulheres foram decapitadas na Síria pelos jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI). Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), elas foram acusadas de “bruxaria”.

“O EI executou duas mullheres por decapitação na província de Deir Ezzor (leste). É a primeira vez que o OSDH registra este tipo de execução de mulheres na Síria”, afirmou o diretor da Ong, Rami Abdel Rahmane.

Segundo ele, as duas mulheres foram decapitadas ao lado de seus maridos. Os crimes foram cometidos no domingo (28) e na segunda-feira (29). Os jihadistas mataram os casais sob acusações de “bruxaria e magia”. Uma foi morta na cidade de Dair az Zour, no norte da Síria, e a outra em Mayadine, no sudeste do país.

O grupo Estado Islâmico já decapitou no passado diversos inimigos e reféns estrangeiros, exibindo imagens das execuções. Mas, até o momento, não tinha cometido esse tipo de barbárie contra mulheres, explicou Rahmane.

Desde a proclamação de seu “califado” em territórios conquistados entre o Iraque e a Síria, o EI executou mais de três mil pessoas, incluindo 1,8 mil civis, entre eles 74 crianças. O OSDH recebe as informações de uma ampla rede de fontes civis e médicas na Síria, país em guerra há mais de quatro anos.

Fonte: RFI