O destino de novas paralisações em rodovias de Mato Grosso do Sul vai depender de um acordo entre o governo do Estado de Mato Grosso e das indústrias. Para isso, segundo o presidente do SETLOG – MS (Sindicato das Empresas de Transporte de Mato Grosso do Sul), Cláudio Cavol, haverá uma reunião na próxima segunda-feira (2), em Cuiabá, a fim de fechar um acordo para que as grandes indústrias paguem um valor maior para os fretes.

Caso o acordo não seja firmado, as paralisações nas rodovias devem voltar com força na próxima terça-feira (3).

“O governo do Mato Grosso está nos ajudando bastante. Eles vão pressionar as indústrias usando a barganha de que foram concedidos incentivos fiscais suficientes para que as mesmas paguem mais pelo transporte de mercadorias”, explica Cláudio.

O dirigente conta, ainda, que, a princípio, esse acordo beneficiaria apenas os caminhoneiros que fazem transporte para o estado vizinho, mas, em seguida, todos os demais seriam beneficiados. “Se sair o acordo lá em Cuiabá, isso deve gerar um efeito em cadeia e todos os caminhoneiros vão ganhar”, diz.

Protesto deste domingo

Embora o SETLOG – MS afirmar não ter participado, houve um protesto na MS – 134, em Nova Andradina, a 301 quilômetros de Campo Grande. de acordo com a PRE (Polícia rodoviária Estadual), no local, os caminhoneiros realizaram bloqueios pela manhã, que foram interrompidos por volta do meio dia. À tarde, os caminhoneiros voltaram a paralisar a rodovia.

Além da 134, os manifestantes bloquearam a  MS-276, altura do km -01 entre Batayporã – Anaurilândia.

Em ambos os bloqueios, os carros de passeio, ônibus e caminhões com cargas vivas estavam sendo liberados a passar, contudo, há rumores de que as novas paralisações deverão impedir qualquer veículo de passar.

Motivo da crise no setor

De acordo com Cláudio Cavol, entre 2009, 2010 e 2011, o geverno federal facilitou as vendas de caminhões em todo o Brasil. O comprador podia pagar em até 72 parcelas. “Isso gerou uma compra desenfreada de caminhões. Agora, há mais caminhões do que mercadorias para serem transportadas”, explica.

Cavol afirma que as grandes transportadoras estão em melhores condições do que os caminhoneiros autônomos e as pequenas empresas. “Como elas fazem grandes acordos, grande contratos, elas estão em uma situação um pouco melhor, mas os pequenos estão na pior. Não está compensando mais trabalhar como caminhoneiro”, termina.

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